Trump diz estar a acompanhar "muito de perto" as eleições no Brasil
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"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", declarou Trump a jornalistas, na Casa Branca, sem mencionar nomes de candidatos que disputam a Presidência do Brasil.
A declaração, a três dias da primeira volta, ocorre num momento em que congressistas dos EUA, numa carta endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio na semana passada, acusaram Washington de tentar interferir nas eleições brasileira.
Esta semana, senadores da oposição voltaram a questionar Rubio se o Governo Donald Trump se comprometerá a reconhecer o resultado das eleições brasileiras e, além disso, a manter relações diplomáticas com Brasília.
Os dois países vivem uma crise diplomática há mais de um ano, desde que os EUA decidiram aplicar sobretaxas a produtores brasileiros e ameaçarem com sanções ao país durante o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A suposta interferência norte-americana tem preocupado autoridades brasileiras e mobiliza a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, voltou a repetir nos seus discursos de campanha que já pediu a Trump que não interfira no pleito brasileiro e tem criticado o seu adversário, Flávio Bolsonaro, por alinhamento à Casa Branca.
Na semana passada, durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula mandou recados a Trump ao criticar "ingerência externa em processos eleitorais" e declarar que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém".
Naquele mesmo dia, durante uma entrevista à CNN norte-americana, Lula disse estar "muito preocupado" com uma possível interferência de Washington nas eleições brasileiras, apontando a relação de proximidade de Rubio com a família Bolsonaro.
Durante as negociações das sobretaxas a produtos brasileiros, em 2025, o Governo dos EUA propôs a Brasília participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026 e que os EUA deveriam ter preferência nas minas de terras raras, segundo revelou a imprensa brasileira no mês passado.
A Agência Brasileira de Inteligência informou, num relatório, autoridades da França e da Alemanha sobre uma suposta interferência dos EUA e da Rússia nas eleições do país, segundo informações desta semana da Reuters.
Na quarta-feira, uma reportagem do jornal britânico The Guardian afirmou que o Governo dos EUA destinou um milhão de dólares a apoiar grupos da sociedade civil contrários à atuação do Supremo Tribunal Federal brasileiro.
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