Trabalhadores de lojas IQOS ganham bancos de apoio após ano de luta
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A Tabaqueira II vai disponibilizar bancos de apoio em todas as lojas IQOS, após um "braço-de-ferro" de mais de um ano com o sindicato representativo dos trabalhadores, anunciou hoje o Sintab.
"Depois de mais de um ano de insistência, reuniões, abaixo-assinados e interpelações do Sintab, a Tabaqueira II anuncia finalmente a disponibilização de bancos de apoio em todas as lojas IQOS", avança o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab) em comunicado.
Considerando tratar-se de "uma vitória da organização e persistência dos trabalhadores", o sindicato ironiza que "tem ainda o mérito de ter despertado, subitamente, a preocupação de algumas chefias com as condições de trabalho".
Em causa estava uma reivindicação feita desde o início de 2025 à Tabaqueira II - empresa responsável pela operação comercial da Philip Morris International (PMI) em Portugal –, relativa à "necessidade de disponibilizar bancos de apoio aos trabalhadores dos pontos de venda IQOS, obrigados a permanecer de pé durante grande parte das suas jornadas de trabalho" de oito horas.
"A reivindicação não era particularmente extravagante. Não se exigiam sofás de luxo, cadeirões de massagens ou espreguiçadeiras com vista para o mar. Exigia-se apenas o cumprimento das normas legais de segurança e saúde no trabalho, nomeadamente o decreto-lei n.º 243/86, que prevê a disponibilização de assentos apropriados para permitir o trabalho sentado sempre que compatível com a atividade", sustenta o Sintab.
Contudo, segundo o sindicato, os gerentes de loja terão assegurado à direção de recursos humanos que "aquilo era um 'não assunto'", o que no verão de 2025 levou à promoção de um abaixo-assinado nacional envolvendo os trabalhadores de todas as lojas IQOS e exigindo uma solução.
De acordo com o Sintab, em outubro do ano passado "a empresa acabou por assumir o compromisso de resolver a situação", mas "os meses passaram e os bancos não apareceram", pelo que o sindicato interpelou novamente a administração, incluindo a "responsável máxima" dos recursos humanos da Philip Morris International.
Ainda assim, "em abril de 2026 a solução tinha chegado a apenas três lojas", refere o sindicato, que por isso "voltou à carga, exigindo o alargamento da medida a todos os estabelecimentos", e intensificou os contactos com os trabalhadores, garantindo numa reunião em setembro passado que "não abandonaria a reivindicação".
Esta semana, o Sintab diz que "surgiu finalmente a comunicação de que os bancos de apoio seriam disponibilizados, em breve, em todas as lojas IQOS", no que destaca ser "uma conquista" dos trabalhadores que "denunciaram o problema" e "não desistiram perante as sucessivas tentativas de desvalorização da sua reivindicação".
Isto apesar de, segundo o sindicato, a medida ter sido entretanto apresentada pelos gerentes de loja – "os mesmos que, um ano antes, tinham contribuído para convencer a empresa de que a falta de bancos era um 'não assunto'"- como uma "demonstração do cuidado e da preocupação existentes com as condições de trabalho dos seus trabalhadores".
Saudando a decisão agora anunciada, o Sintab avisa que "continuará atento à sua efetiva concretização, garantindo que os bancos são disponibilizados em todos os pontos de venda, em condições adequadas e que possibilitem aos trabalhadores utilizá-los efetivamente durante a prestação de trabalho, sempre que a atividade o permita".