Taiwan diz não ter informações de que EUA poderão dividir vendas de armas
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Em declarações divulgadas pela agência de notícias taiwanesa CNA, o ministro salientou que Washington "reiterou várias vezes" que o seu compromisso com o reforço da capacidade de autodefesa de Taiwan "não mudou".
"Em relação à venda de armas, respeitamos os procedimentos de revisão do lado norte-americano, continuaremos a coordenar ações com eles e, por enquanto, não recebemos qualquer informação sobre a chamada divisão em lotes", afirmou Koo.
As declarações surgem quase duas semanas depois da cimeira realizada em Washington entre os líderes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, num contexto marcado pela paralisação da venda de armamento por parte da Administração republicana.
Trump, que desde o regresso à Casa Branca tem suscitado dúvidas sobre o histórico compromisso de Washington com a defesa da ilha, classificou, após a visita a Pequim em maio, as vendas de armas a Taipé como uma "ótima moeda de troca" dos EUA em negociações com a China.
Vários analistas previram que o pacote de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (mais de 12 mil milhões de euros) — composto sobretudo por intercetores Patriot e sistemas avançados de defesa aérea NASAMS, segundo a Bloomberg — poderá não ser aprovado até 2027.
Isto dado o interesse de Trump em preservar a boa relação com Xi, tendo em conta os dois encontros previstos entre ambos antes do final do ano, primeiro na cimeira da Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico (APEC), em Shenzhen, em novembro; e depois, no mês seguinte, na cimeira do G20, em Miami, Flórida.
A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades taiwanesas, que sustentam que Taiwan já é, 'de facto', um país soberano e independente.
Há mais de sete décadas que os Estados Unidos ocupam uma posição central na disputa entre Pequim e Taipé. Washington é o principal fornecedor de armas à ilha e, apesar de não manter relações diplomáticas com Taiwan, conserva uma política de "ambiguidade estratégica" sobre uma eventual intervenção militar em caso de conflito com a China.
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