Surto de sarna em Academia Militar envia dezenas de alunos para casa
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Cerca de 20 alunos tiveram de abandonar a Academia Militar de Saragoça, em Espanha, depois de se ter detetado um surto de sarna na instituição.
Tudo começou, segundo o jornal El Mundo, no inicio de setembro, quando se detetaram vários casos da doença entre cadetes do Primeiro Batalhão, que tinham acabado de ingressar na escola, o que obrigou a instituição a tomar medidas de segurança a fim de evitar uma maior propagação.
A origem do surto não foi identificada ou revelada, sabe-se porém, que foram confirmados 19 casos da doença.
A escola decidiu realizar testes de limpeza e desinfeção nos vários quartos do centro escolar, nas fardas militares e nas salas comuns, com o intuito de acabar com o surto. A par disso, enviou todos os instruendos para casa.
Os alunos cuja contaminação se confirmou estão em quarentena e isolamento, enquanto os restantes, refere a instituição, foram para casa por precaução.
O que é a sarna?
A sarna é uma doença de pele provocada por um parasita e caracterizada por prurido intenso. A sarna humana é contagiosa, transmitindo-se através do contacto direto com a pele de alguém que esteja infetado ou, menos frequentemente, pela partilha da mesma roupa ou da mesma cama.
Os animais de estimação não podem propagar a sarna humana, uma vez que o Homem é o único hospedeiro do parasita responsável pela doença.
Caso em escola militar em Portugal
Recorde-se que também em setembro, as aulas presenciais no Centro de Formação de Portalegre da GNR, foram suspensas, devido à "presença de percevejos" em "alguns espaços" de alojamento e instalações sanitárias do centro de formação.
A atividade letiva continuou a decorrer nesse período, em regime de ensino à distância, através de meios 'online'.
Eládio de Pinho Rodrigues informou, na altura, que, além dos percevejos, havia "também um problema" relacionado com "a presença de baratas e ratos" nas instalações.
Na sequência da ocorrência, "foi realizada uma desinfestação" nas instalações do centro de formação e "foram escrupulosamente cumpridos todos os prazos de segurança e procedimentos de limpeza indicados pela empresa certificada responsável pela intervenção, antes do regresso dos militares às instalações".
Porém, após o regresso, um novo episódio afetou os alunos da escola militar, momento em que 16 formandos foram assistidos por problemas respiratórios e digestivos, o que na altura alguns consideraram poder tratar-se de "negligência".
"Já tínhamos uma questão de saúde pública por causa da questão dos percevejos e agora temos uma questão que, presumindo que eles tiveram assistência médica por causa dos produtos que foram utilizados durante a desinfestação, ora estamos aqui a falar de uma negligência clara", defendeu o dirigente da APG/GNR, Eládio de Pinho Rodrigues.