Sindicato diz que concentração de Sapadores "é culpa do Governo"
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Ricardo Cunha adiantou à agência Lusa que o executivo desmarcou na quarta-feira à noite uma reunião que já estava agendada para hoje há semanas, para tratar da regulamentação do horário de trabalho dos Sapadores, e o que se passou hoje "é culpa do Governo, que não tem sido sério nas negociações com os bombeiros".
Esta tarde, bombeiros sapadores manifestaram-se junto à sede do Governo, em Lisboa, tendo lançado engenhos pirotécnicos e obrigado à presença reforçada da polícia.
O sindicato considerou que a desmarcação é "uma atitude reincidente" e "uma provocação inaceitável para quem arrisca a vida todos os dias na salvaguarda de pessoas e bens".
O dirigente sindical disse à Lusa que o que falta é regulamentar o que já existe na lei relativamente aos horários dos Sapadores".
Segundo a mesma fonte, a proposta do Governo retira também direitos a estes profissionais, já que quem pratica turnos tem direito a gozar um fim de semana por mês, mas o Governo quer que esse fim de semana seja gozado apenas de três em três meses.
O sindicato considerou que se vive "uma revolta no seio dos bombeiros" face à ausência de resposta e que "a exigência para o regresso imediato às ruas e aos protestos é enorme".
"Remarcarem a reunião para 19 de outubro é empurrar o problema com a barriga. Exigimos que o Governo antecipe este encontro para o mais breve possível", afirma o SNBS, em comunicado, acrescentando que "rejeitou a proposta inicial do Governo por ser ofensiva, inexequível e destruidora de direitos".
A estrutura afirma que "a única base de acordo aceitável é a proposta do SNBS", que propõe legalizar os horários que já praticam, dá às autarquias a previsibilidade orçamental que precisam e garante o cumprimento dos direitos dos Bombeiros Sapadores.
"Se na reunião o Governo insistir em propostas que fujam da solução apresentada pelo SNBS, os protestos serão certos", estimou.
Fonte oficial da PSP disse hoje à Lusa que a manifestação junto à sede do Governo não foi previamente comunicada.
Num primeiro momento, a PSP destacou o policiamento com Equipas de Intervenção Rápida e mais tarde a zona foi reforçada com o Corpo de Intervenção.
A fonte policial disse que até às 17h15 não se registaram incidentes, contudo, segundo a SIC, "as autoridades acabaram por afastar os sapadores com recurso a bastonadas", facto que não foi confirmado pelo dirigente sindical, que não esteve presente no local.
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