Seguro pediu nova cultura política. Partidos criticam (menos PS e PSD)
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Assinalou-se, na manhã desta segunda-feira, a Omplantação da República, na Praça do Município, em Lisboa.
António José Seguro discursou hoje, pela primeira vez, na cerimónia como chefe de Estado. Na sua intervenção, o Presidente da República insistiu na necessidade de "soluções duradouras" e exortou os atores políticos a abandonarem "uma cultura de trincheiras" e adotarem "novos comportamentos".
"Portugal precisa de uma nova cultura política, com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal. Agir sobre o curto prazo com uma ideia de futuro para Portugal obriga a políticas públicas que se apliquem em várias legislaturas", afirmou.
José Luís Carneiro elogiou a intervenção do Presidente da República e procurou acentuar a ideia de que o PS defende a estabilidade política e, como tal, nunca permitiria que o país caísse numa crise política na atual conjuntura. Também o PSD disse estar alinhado na mesma perspectiva. "Também é algo com o qual o PSD se revê bastante, que é a dimensão de diálogo", disse Alexandre Poço.
As suas palavras foram, contudo, criticadas por grande parte dos restantes partidos. O Chega lamenta que seja sempre posto de parte nestes acordos e disse que o discurso de Seguro foi "mais do mesmo" ao apelar para união de PSD e PS. A Iniciativa Liberal fez a mesma nota ao defender que o chefe de Estado defende a necessidade de reformas, mas elogia um entendimento entre o PSD e o PS relativamente ao próximo Orçamento do Estado.
O PCP e o Bloco de Esquerda criticaram o elogio feito pelo Presidente da República à aproximação entre Governo e PS no Orçamento, enquanto o Livre considerou essencial excluir o Chega dos acordos de regime
Recorde em seguida o discurso de António José Seguro e as reações.