Riade já exporta 5,8 milhões de barris pelo oleoduto Leste-Oeste
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O oleoduto Leste-Oeste que atravessa o reino árabe foi reaberto recentemente depois de ter sido atacado no início de setembro pelos rebeldes xiitas huthis do Iémen.
"Hoje, esta manhã, graças a Deus, voltamos [a exportar] 5,8 milhões de barris diários" de petróleo por essa infraestrutura, disse o titular de Energia saudita num painel durante um fórum na capital do Bahrein, Manama, sobre a indústria nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).
Salmán afirmou que foram capazes de reparar "em cinco ou seis dias" os danos provocados no oleoduto pelos ataques huthis, que lançam mísseis e drones contra infraestruturas civis e energéticas sauditas como represália pelo apoio militar deste país à ofensiva do Exército do Governo iemenita internacionalmente reconhecido contra os insurgentes iemenitas.
Os 5,8 milhões de barris representam 80% da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, com uma extensão de cerca de 1.200 quilómetros e uma capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia.
Trata-se de uma infraestrutura estratégica que atravessa a Arábia Saudita desde os campos de produção do leste, no golfo Pérsico, até ao porto de Yanbu, no mar Vermelho.
Durante a guerra no Médio Oriente que resultou no encerramento do estreito de Ormuz, o oleoduto Leste-Oeste representou uma importante alternativa de exportação de petróleo da Arábia Saudita, país que lidera a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
As autoridades sauditas anunciaram no início de setembro o encerramento do oleoduto, depois deste ter sido atacado, entre outras instalações civis sauditas, pelos insurgentes iemenitas.
No dia 28 de setembro, fontes sauditas citadas pela Bloomberg disseram que o reino árabe tinha reparado as partes danificadas do oleoduto e que já estava a exportar cerca de 3,5 milhões de barris por dia de petróleo.
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