Responsável de campanha de Flávio diz que não haverá "vingança" ao STF
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Rogério Marinho fez esta declaração após um encontro com o presidente do STF brasileiro, Edson Fachin, ocasião em que, segundo disse, tratou sobre "os excessos" de alguns juízes com "decisões monocráticas".
O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, candidato presidencial, e Marinho, senador, conquistou nas eleições gerais a maioria das 81 cadeiras do Senado, e a partir de fevereiro de 2027 ocupará 28 assentos.
Tanto Flávio como os seus aliados fizeram campanha a defender 'impeachment' (destituição) de juízes do SFT brasileiro no meio de uma crise institucional sem precedentes do tribunal.
Questionado pela Lusa durante a conferência de imprensa sobre como foi a conversa com Fachin e o que adiantou ao juiz sobre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, que teve mais votos na primeira volta do que Lula da Silva, que se recandidata, Marinho declarou que a campanha não tem espírito de retaliação.
"Nós viemos dizer também ao juiz, que nós vamos cumprir a Constituição e a lei. Que nós não temos espírito de vendeta [vingança]. Pelo contrário. Que nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os poderes", realçou.
"Queremos que a separação seja de fato. Não é possível que a sociedade tenha a perceção de que o [sistema] judiciário é uma extensão do governo. Isso faz mal à democracia brasileira (…) Nós queremos a imparcialidade, o respeito às instituições, às regras que são estabelecidas", destacou.
Ao mesmo tempo, Rogério Marinho, apontado pelo Partido Liberal (PL) para ser candidato a presidente do Senado, nas eleições internas de fevereiro, sinalizou que este órgão, contido, não irá omitir-se sobre os excessos do STF e dos seus juízes.
"Mas, ao mesmo tempo deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um juiz do Supremo Tribunal Federal, o Senado não vai se omitir — e hoje ele tem se omitido. O Senado da República hoje, infelizmente, é omisso", declarou.
"Vingança não significa omissão. Nós não temos 'vendetta' nem vingança. Agora, não haverá omissão. A Constituição é clara", repetiu.
"Temos três poderes harmónicos e independentes entre si, mas não existe poder absoluto. E o crime, ou a indício de crime, cometido por quem quer que seja não pode ser acobertado pelo corporativismo", concluiu.
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