Presidente lituano considera ameaça nuclear russa como "desesperada"
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Em causa, a ameaça de Moscovo recorrer às armas nucleares para proteger o seu enclave de Kaliningrado.
Nauseda garantiu que a Federação Russa já não o "surpreende", porque está em uma "situação" em que vai emitir este tipo de posições de "propaganda" com "maior frequência", em declarações a jornalistas recolhidas pela cadeira de televisão LRT.
O presidente fez estas declarações depois de a embaixada russa na Bélgica afirmar esta semana nas redes sociais que Moscovo está disposto a utilizar "todo o seu arsenal" se os países da NATO prcurare isolar Kaliningrado da Federação Russa.
Contrapôs a este propósito que a NATO é uma una organização defensiva que não planeou nem planeará "tomar medidas agressivas" em relação a Kaliningrado. Nauseda acrescentou que a Lituânia, "como Estado por onde transita a Rússia", mantém o seu compromisso como país de trânsito "conforme as obrigações internacionais".
O acesso ao enclave russo de Kaliningrado foi restringido por via férrea e marítima em consequência das ações dos aliados da NATO, principalmente a Lituânia, em represália pela invasão da Ucrânia. Medidas que Moscovo qualificou como "bloqueio ilegal" e motivaram esta última advertência.
O Kremlin realçou que Kaliningrado é uma região de "extrema importância" e "parte integral" da Federação Russa, com plenas garantias de segurança no caso de uma eventual ameaça. Mas reafirmou que não está à procura de confronto com a NATO.
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