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Polícia francês acusado de violência após ferimento de estudante

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                    Polícia francês acusado de violência após ferimento de estudante
Polícia francês acusado de violência após ferimento de estudante (Foto: Reprodução)

O agente, indiciado pelo crime de "violência praticada por agente da autoridade pública resultando em mutilação ou invalidez permanente", foi colocado sob medidas de controlo judicial e está proibido de exercer as suas funções até ordem em contrário, disse a procuradoria da cidade, situada nos arredores de Paris.

 

Iniciado a 17 de setembro na região parisiense, um movimento de estudantes que reivindica mais recursos para as suas escolas expandiu-se gradualmente, no meio de um clima social tenso, a pouco mais de seis meses da eleição presidencial.

A mobilização ocorre em plena polémica devido às acusações mútuas de violência entre polícias e menores, que teve segunda-feira outro dos seus pontos altos, quando um adolescente de 15 anos perdeu uma mão, em circunstâncias ainda sob investigação, durante confrontos à porta de uma escola secundária de Lens (norte de França).

Hoje, os protestos estudantis reuniram entre 256.000 e 450.000 manifestantes, segundo os diferentes números divulgados pelas autoridades e pelos sindicatos, respetivamente, numa jornada que decorreu de manhã sem grandes incidentes.

Apenas em Paris, o Ministério do Interior francês calculou em 56.000 o número de participantes na marcha encabeçada pelos alunos do ensino secundário, enquanto as centrais sindicais elevaram esse número para 100.000. Em todo o país o governo francês calcula em 256 mil o total de manifestantes, enquanto os sindicatos falam em cerca de 450 mil.

Em todo o caso, trata-se de um dos maiores protestos deste ano e de um reflexo do descontentamento social de uma boa parte dos franceses com a deterioração dos serviços públicos e com o aumento do custo de serviços básicos, como os de energia.

Desde que a revolta eclodiu, em meados de setembro, foram registados mais de 600 polícias e agentes da Gendarmaria e pouco mais de 200 estudantes feridos e mais de 5.000 detenções em todo o país, além de danos nos estabelecimentos de ensino e no mobiliário urbano já avaliados em várias dezenas de milhões de euros.

A convergência das lutas entre estudantes, sindicatos e a esquerda ocorre após a apresentação do plano orçamental para 2027 do Governo de Sébastien Lecornu, criticado por incluir medidas de poupança que o executivo justifica devido à elevada dívida do país (quase 120% do PIB) e à pressão que as obrigações francesas sofrem nos mercados.

Protestos estudantis juntam 86 mil e fecham quase 900 escolas em França

O protesto estudantil em França juntou hoje de manhã 86 mil pessoas em manifestações em várias cidades ao redor de Paris e fechou, parcial ou totalmente, quase 900 escolas, avançou o Ministério do Interior.

Lusa | 13:22 - 06/10/2026