Peste na Sibéria? Centenas em quarentena após morte de investigadora
...
Dezenas de pessoas foram colocadas em quarentena na Sibéria depois de uma funcionária de laboratório de um instituto de investigação sobre a peste ter adoecido e morrido em circunstâncias ainda não esclarecidas.
A morte suscitou receios em matéria de saúde pública, mas as autoridades afirmaram na segunda-feira que a situação está sob controlo.
A Organização Mundial de Saúde disse que o risco para a população em geral era reduzido, pese embora centenas de pessoas tenham sido postas em quarentena.
Como tudo começou
Uma mulher de 28 anos que trabalhava como técnica de laboratório no Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, na Sibéria, morreu.
A jovem foi identificada como Darya Shipilova por alguns meios de comunicação russos, havendo várias versões do que poderá ter levado à morte da trabalhadora. Numa delas, a técnica laboratorial regressou de uma viagem de trabalho à Buriácia, onde tinha sido registado um foco de peste, na fronteira com a Mongólia. Contudo, numa outra versão, de acordo com o The Moscow Times, Shipilova partiu acidentalmente um tubo de ensaio no laboratório, enquanto recolhia material biológico para diagnóstico.
️ Meet Darya Shipilova, 28, who worked at Irkutsk's Anti-Plague Institute as a lab technician. She died after smashing a vial of plague bacteria had "pneumonia of unknown aetiology." Records reviewed by us indicate she was a junior, joined the institute in September 2022 at age 24, was making about $850 a month, and was still listed as a student in 2024. Around 200 of her contacts are now quarantined.
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) October 4, 2026
A 29 de setembro, a jovem foi internada com sintomas de pneumonia no Hospital de Shelekhov, onde esteve com um ventilador, mas morreu dois dias depois, o que levou a que todos os funcionários da unidade hospitalar fossem isolados e a instituição fosse colocada em quarentena.
Num primeiro momento, o governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, deu conta de que havia "suspeita de um caso de infeção particularmente perigosa num residente" mas, mais tarde, o líder da Buriátia, Aleksei Tsidenov, apontou que a jovem "poderá ter morrido vítima de peste".
Entidades dizem que situação está controlada
As autoridades russas garantem que a situação epidemiológica na região de Irkutsk, na Sibéria, está estável. Devido à profissão da vítima, foram adotadas "medidas epidémicas exaustivas" para fazer face à situação, incluindo "identificar o círculo mais alargado possível de pessoas que estivessem estado em contacto com a doente".
As autoridades russas, que não confirmaram oficialmente que a morte tenha sido causada pela peste, colocaram cerca de 200 pessoas sob observação na sequência do incidente
"Os resultados revelaram dois casos de Covid-19 e dois casos de rinovírus. Não foram detetados outros agentes infecciosos", acrescentou, sublinhando que "nenhum dos contactos apresentou qualquer alteração de saúde relacionada com uma patologia infecciosa".
Trump oferece-se para ajudar
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, na Casa Branca, que os Estados Unidos irão ajudar a Rússia após a morte de um técnico de laboratório num instituto de investigação sobre a peste na Sibéria.
Trump disse aos jornalistas, ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Nebraska, que o surto constitui um "grande problema para a Rússia".
"Bem, detesto ver que estão a passar por isso. É uma doença grave", disse, afirmando que os EUA estão dispostos a ajudar.
"Vamos ajudar. A qualquer pessoa que tenha esse tipo de problema, estamos sempre dispostos a ajudar", atirou.