Pelo menos 43 mortos por alegadas motivações políticas na África do Sul
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O balanço dos homicídios com alegada conotação política desde o início do ano já supera o total anual registado desde que a Iniciativa Global contra a Criminalidade Organizada Transnacional (GI-TOC) começou a monitorizar a situação em 2015, indicou a organização.
Isso acontece, acrescenta, quando "os meses que apresentam mais riscos ainda estão para vir, à medida que as lutas pelo poder político se intensificam", defendeu esta organização independente da sociedade civil, com sede em Genebra, Suíça, referindo-se aos períodos pré e pós-eleitoral.
De acordo com a base de dados da GI-TOC, foram registados 45 ataques de carácter político e 43 mortes até 30 de setembro, visando principalmente responsáveis de partidos políticos, vereadores e autarcas locais, membros de organizações e movimentos cívicos, bem como líderes tradicionais.
Treze dos mortos faziam parte do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), fundado por Nelson Mandela, e oito eram membros do partido MK (MKP), liderado pelo antigo Presidente destituído Jacob Zuma, segundo o relatório "Balas e Boletins de Voto".
A maioria dos ataques ocorreu na província de KwaZulu-Natal, bastião do MKP, seguida pela província de Gauteng, que inclui o polo económico de Joanesburgo, com dez ataques.
As eleições locais deste país, vizinho de Moçambique, serão um teste ao apoio ao ANC antes das eleições nacionais de 2029, depois de o partido que liderou a luta contra o 'apartheid' ter perdido a maioria em 2024.
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