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PE analisa acusações contra eurodeputada de extrema-esquerda

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                    PE analisa acusações contra eurodeputada de extrema-esquerda
PE analisa acusações contra eurodeputada de extrema-esquerda (Foto: Reprodução)

"Um membro desta Assembleia foi filmado aparentemente a vandalizar uma exposição" no Parlamento Europeu "que assinala a memória das vítimas do ataque terrorista perpetrado em Israel a 07 de outubro" de 2023, declarou Roberta Metsola no hemiciclo.

 

"Levamos este caso extremamente a sério e estão em curso todas as medidas adequadas previstas nos nossos procedimentos, incluindo o respeito pelo direito da pessoa em causa a ser ouvida", acrescentou.

O incidente está atualmente a ser analisado pelos serviços do Parlamento Europeu, tinha indicado mais cedo uma porta-voz à agência noticiosa France-Presse (AFP).

"Não podemos tolerar atos deste género que possam dissuadir as pessoas de se exprimirem, não podemos tolerar danos materiais e não podemos tolerar tentativas de intimidação em vez do debate», insistiu Metsola.

Segundo a equipa da eurodeputada, Rima Hassan já se explicou "pouco depois dos factos".

["Ao abandonar o local da exposição], retirou a bandeira israelita do suporte. A bandeira da União Europeia, fixada no mesmo suporte, acabou por cair inadvertidamente devido ao desequilíbrio. Nenhuma bandeira foi pisada ou danificada", segundo a reação enviada por correio eletrónico à AFP.

"O nosso gesto insere-se na denúncia do genocídio que continua a ser levado a cabo pelo Governo israelita", mas não visava "de forma alguma as pessoas a quem este evento pretendia prestar homenagem, nem a sua memória", acrescentaram.

No hemiciclo, a deputada reiterou esta argumentação. "É perfeitamente possível, como fizemos com o nosso grupo, assinalar a memória das vítimas de '07 de outubro' sem nos associarmos ao Estado israelita genocida", declarou.

Sobre a questão, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, teceu hoje duras críticas a Hassan.

"Vergonhoso, escandaloso, mas infelizmente não surpreendente. A profanação da exposição em homenagem às vítimas de '07 de outubro' no Parlamento Europeu, levada a cabo pela eurodeputada de extrema-esquerda Rima Hassan, demonstra, acima de tudo, o pouco respeito que ela tem pela própria instituição de que faz parte", escreveu no X.

Na segunda-feira à noite, o eurodeputado de direita François-Xavier Bellamy declarou que Rima Hassan tinha "derrubado a bandeira europeia e a bandeira israelita», o que constituía, segundo ele, "uma forma de cumplicidade com aqueles que, incluindo na Europa, procuram importar novamente o ódio antissemita que marcou as horas mais negras da história do nosso continente".

"Rima Hassan pisa uma bandeira israelita no Parlamento Europeu. O '07 de outubro' é depois de amanhã. LFI, no cúmulo da indecência", reagiu segunda-feira, por seu lado, a eurodeputada Nathalie Loiseau (centro, Renew) na conta pessoal no X.

Segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais, 1.221 pessoas foram mortas durante o ataque de 07 de outubro de 2023, na maioria civis. E outras 251 foram raptadas e levadas para Gaza pelos combatentes do movimento islamista palestiniano.

A ofensiva lançada por Israel em retaliação em Gaza provocou mais de 74.200 mortos, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas e cujos números são considerados fiáveis pela ONU.

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