Montenegro discursa hoje no Parlamento Europeu
...
Luís Montenegro intervém no hemiciclo do Parlamento Europeu às 10h30 locais (09h30 de Lisboa), depois de ser recebido pela presidente da instituição, Roberta Metsola.
O discurso do primeiro-ministro vai ser feito no âmbito da série de debates "Isto é a Europa", uma iniciativa criada por Roberta Metsola em janeiro de 2022 que visa dar a oportunidade aos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) de "partilharem a sua visão sobre o futuro da Europa".
Este discurso coincide com as negociações em curso do próximo Quadro Financeiro Plurianual (o orçamento comunitário da UE), que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, espera 'fechar' até ao final do ano.
Nesse contexto, é expectável que, até ao final da semana, a Irlanda – que detém este semestre a presidência rotativa do Conselho da UE – apresente a sua proposta negocial para o próximo orçamento comunitário, que será depois debatida pelos chefes de Estado e de Governo numa cimeira em Bruxelas na próxima semana.
A uma semana dessa cimeira em Bruxelas, é assim expectável que um dos focos de Luís Montenegro no discurso que irá proferir hoje seja precisamente o orçamento comunitário, conforme indicou o Partido Popular Europeu (PPE), a que pertencem o PSD e o CDS, numa antecipação da sessão plenária feita na semana passada.
O discurso "surge num momento crucial, em que os líderes europeus se preparam para discutir o próximo Quadro Financeiro Plurianual. Será uma oportunidade para ouvir as prioridades de Portugal para a Europa e a visão do país para um orçamento que reforce a segurança, a competitividade e a coesão", referiu um assessor do PPE.
Até ao momento, o primeiro-ministro tem insistido que é fundamental que o orçamento preserve os fundos destinados à política de coesão, chegando mesmo a ameaçar opor-se a uma proposta que implique cortes nesses fundos.
Nesse sentido, ainda na semana passada, Montenegro assinou uma carta com outros 16 chefes de Estado e de Governo da UE na qual voltavam a apelar a que o próximo orçamento preserve tanto a política de coesão como a Política Agrícola Comum (PAC), advertindo que cortes nessas vertentes enfraqueceriam o apoio popular à UE.
Esta carta serviu de resposta a outra missiva que tinha sido assinada pela Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Áustria, Finlândia e Suécia – os maiores contribuintes líquidos para o orçamento da UE –, na qual pediam cortes de "centenas de milhares de milhões de euros".
Após o discurso no hemiciclo, Luís Montenegro vai almoçar com os 21 eurodeputados portugueses no PE, antes de regressar a Lisboa.
Leia Também: Luís Montenegro discursa no Parlamento Europeu na terça-feira