Meteorologistas confirmam tornado em Reserva, na região dos Campos Gerais do Paraná
Reserva (PR) é atingida por tornado F2, confirmam meteorologistas Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confi...
Reserva (PR) é atingida por tornado F2, confirmam meteorologistas Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram que Reserva, cidade dos Campos Gerais do estado que fica a cerca de 220 km da capital Curitiba, foi atingida por um tornado no domingo (28). O fenômeno foi classificado na Escala Fujita como F2, quando os ventos alcançam entre 116 km/h e 180 km/h e os danos são moderados. Entenda a classificação mais abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Família que morava há dois meses em casa nova teve que sair da residência devido aos estragos Marrara Laurindo/RPC No dia, fortes rajadas de vento, granizo e chuvas fortes atingiram várias regiões do estado - incluindo a comunidade rural de Imbú, em Reserva. No local, o temporal aconteceu na noite de domingo (28) e deixou um rastro de destruição, arrancando telhados e chegando a arrastar um carro. A prefeitura contabilizou 11 casas com danos significativos e pelo menos 50 pessoas afetadas, sendo que 10 ficaram desalojadas e precisaram ir para a residência de parentes ou amigos. A vegetação ao redor e veículos de moradores também foram danificados pela força do vento e do granizo. LEIA TAMBÉM: Paraná recebe novos alertas de tempestades para 116 cidades; veja quais e a previsão do tempo As análises sobre a possibilidade de tornado começaram na segunda-feira (29) e, nesta quarta (1), meteorologistas e técnicos do Simepar foram, ao lado de servidores da Defesa Civil Estadual, fazer um mapeamento aéreo da comunidade de Imbu para analisar a situação. Eles conversaram pessoalmente com os moradores da região para entender como se comportou a tempestade e analisaram visualmente os danos que estudaram por meio de fotos e vídeos. A equipe de geointeligência realizou sobrevoo na região com um drone com um sensor capaz de mapear toda a área atingida. MAIS SOBRE OS TEMPORAIS: Granizo deixa telhado parecendo peneira, e Paraná soma mais de 3 mil pessoas com casas afetadas por temporais VÍDEO: Paraná tem chuvas de granizo com pedras do tamanho de ovos e camadas de gelo de 30 cm de altura Semana iniciou com chuvas fortes e raios em grande parte do Paraná Simepar analisa se tornado atingiu Reserva (PR) no domingo Prefeitura de Reserva Classificação dos tornados Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF). No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados - quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno. Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo: Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves; Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados; Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis; Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos; Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores; Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema. Histórico de tornados no Paraná No fim de 2025 e começo de 2026, em um período de três meses, cinco tornados foram registrados no Paraná. Os fenômenos foram registrados em Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava, Turvo, Mercedes e São José dos Pinhais. No começo de novembro de 2025, na região central do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu teve 90% dos imóveis destruídos durante um tornado de categoria F3 na escala Fujita, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h. No mesmo dia, Guarapuava e Turvo, que ficam a 130 km e a 166 km de Rio Bonito do Iguaçu, também registraram estragos significativos. Nelas, os tornados foram classificados como F2, com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. No dia 2 de janeiro, um tornado com ventos de até 120 km/h foi registrado em Mercedes, no oeste do Paraná. O fenômeno foi classificado como F1. Em São José dos Pinhais, o tornado também recebeu a classificação de intensidade como F2 na Escala Fujita. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos chegaram a 180 km/h e o percurso foi de cerca de 1 km, não tocando o tempo todo no chão. Tornado em São Jose dos Pinhais Reprodução Paraná está no 2º maior corredor de tornados do mundo O Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta, segundo especialistas em climatologia. O estado ocupa o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas "pradarias centrais" dos Estados Unidos, que têm como característica relevo plano e áreas de baixas altitudes. O fenômeno que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no dia 7 de novembro de 2025, é um exemplo de como a combinação entre massas de ar quente e frio torna o território paranaense mais vulnerável. A especialista em tornados, Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que a área propensa a tornados engloba também os outros estados da região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e partes do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia. "Nós temos sistemas convectivos de média escala que se formam lá no Paraguai, nós temos entradas de frentes frias, muitas vezes que estão associadas também a ciclones que acontecem principalmente no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses três fenômenos formam o combustível perfeito para a instabilidade da atmosfera e para a formação de tornados. Claro que, além de tornados, nós também temos vendavais e chuva de granizo, que estão associados a esses eventos de tempestade severa", detalha Hornes. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná