Líder de mesquita gera polémica por incentivar violência contra mulheres
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Uma mesquita em Londres, no Reino Unido, está a ser alvo de uma investigação depois de um dos seus lideres ter dado uma entrevista em que encorajou os homens a castigar as esposas que não cumpram as suas ordens e defendeu a execução de pessoas gays.
O vídeo da entrevista foi partilhado na página de Youtube do Hackney Islamic Community Centre. Nela pode ouvir-se o homem a descrever o sexo entre pessoas do mesmo sexo como um "dos atos mais diabólicos do mundo" ou a defender que os homens devem "disciplinar" as suas mulheres se estas lhes desobedecerem, inclusivamente se estas se recusarem a ter relações sexuais.
"Disciplinem-nas fisicamente. Batam-lhes levemente para elas saberem quem manda", alega o homem. Pode ouvir parte do excerto do vídeo em seguida:
A mosque in London with charitable status is facing an investigation after it published sermons encouraging husbands to strike their wives and condoning the execution of gay people.
— Tommy Robinson 🇬🇧 (@TRobinsonNewEra) September 30, 2026
Videos published on the Hackney Islamic Community Centre's YouTube channel describe gay sex as… pic.twitter.com/RDnssywcRC
O grupo ativista National Secular Society (NSS) denunciou o centro à Comissão de Instituições de Caridade, alertando que as opiniões que este partilha nas redes sociais são incompatíveis com o estatuto de instituição de caridade.
Megan Manson, responsável por esta campanha, descreveu a posição da instituição de caridade como "alarmante", uma vez que esta tem organizado "palestras que promovem a violência contra as mulheres, afirmam que as mulheres não podem recusar relações sexuais aos maridos e toleram a pena de morte para homens homossexuais e para aqueles acusados de «bruxaria»".
"O Centro Comunitário Islâmico de Hackney é apenas uma das muitas instituições de caridade que promovem a misoginia, a homofobia e outras ideologias nocivas através do objetivo caritativo de «promoção da religião»", afirmou.
Note-se que a mesquita em causa está registada como uma instituição de caridade, que se autodescreve como uma entidade que ajuda a "humanidade" no seu trabalho para "promover a fé islâmica" e que beneficia de um número considerável de isenções fiscais, segundo o Daily Mail.
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