Iraque obtém exceção dos EUA para voos iranianos para Najaf
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O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, afirmou ter alcançado um acordo com Washington para permitir "a operação de 40 voos diários de e para o Aeroporto Internacional de Najaf por companhias aéreas iranianas, com exceção da Mahan".
O chefe do Governo não especificou quando começará a ser aplicada a medida.
Al-Zaidi agradeceu "a resposta positiva do Governo dos Estados Unidos aos esforços iraquianos e a sua cooperação ao conceder a isenção solicitada".
Segundo o primeiro-ministro, a decisão permitirá facilitar as deslocações entre os dois países, especialmente por motivos relacionados com tratamentos médicos, peregrinações religiosas e turismo.
Al-Zaidi destacou ainda a "importância do diálogo e da compreensão para abordar questões de dimensão humanitária" e defendeu que os canais diplomáticos permitem encontrar soluções que tenham em consideração as necessidades da população.
O primeiro-ministro salientou que o tráfego aéreo "não representa apenas o transporte entre dois aeroportos, mas uma ponte de comunicação entre os povos".
Najaf é uma das principais cidades sagradas para os muçulmanos xiitas por albergar o santuário do Imã Ali, primo e genro do profeta Maomé e considerado o primeiro imã por este ramo do Islão.
A cidade recebe anualmente milhões de peregrinos, académicos e religiosos provenientes do Irão.
Até agora, apenas a companhia aérea estatal Iraqi Airways tinha obtido uma "autorização especial" dos Estados Unidos para realizar voos para o Irão, que deverão ser retomados durante outubro.
A exceção anunciada hoje não abrange a Mahan Air, principal companhia aérea privada iraniana, alvo de sanções dos Estados Unidos e da Europa devido a alegadas ligações à Guarda Revolucionária iraniana e à alegada participação no envio de mísseis para a Rússia para utilização na guerra contra a Ucrânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano classificou hoje como "desumano" e "ilegal" o bloqueio aéreo que acusa os Estados Unidos de tentarem impor ao país.
No final de setembro, Washington impôs sanções a 27 companhias aéreas iranianas e instou países terceiros a não lhes prestarem serviços, ameaçando excluí-los do sistema do dólar.
A medida levou países como Turquemenistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos e Geórgia a suspender ou restringir ligações aéreas com o Irão.
Apesar das sanções norte-americanas, companhias iranianas continuam a realizar voos para países como China, Rússia e Turquia.
As medidas contra as companhias aéreas fazem parte da operação norte-americana Pária Económico, destinada a aumentar o isolamento financeiro de Teerão no contexto da guerra iniciada em 28 de fevereiro.
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