IA da OpenAI terá editado páginas da Wikipedia sem autorização
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A Wikimedia Foundation - a organização sem fins lucrativos responsável por plataformas como a Wikipedia - diz que agentes de Inteligência Artificial criados pela OpenAI fizeram alterações não autorizadas a algumas páginas da enciclopédia digital.
De acordo com a Reuters, a organização indica que as alterações feitas não ficaram disponíveis em páginas abertas ao público e acredita que foram potencialmente maliciosas com o objetivo de transformar a Wikipedia numa forma de reunir dados externos. A investigação da Wikimedia Foundation não encontrou sinais de sistemas ou dados comprometidos.
“A Internet aberta é um bem público”, afirma a Chief Product and Technology Officer da Wikimedia Foundation, Selena Deckelmann. “Não devemos permitir que este comportamento se torne o novo normal para as pessoas que organizações que as mantêm”.
Deckelmann também deixou acusações a empresas de Inteligência Artificial e afirmou que estas “não estão a fazer o suficiente” no que diz respeito à segurança dos seus sistemas e a “proteger o público do perigo que causam”.
É preciso notar que a Wikimedia Foundation permite o uso de bots nas suas plataformas desde que tenham sido previamente autorizados, algo que aparentemente não aconteceu nesta ocasião.
A OpenAI já reagiu a estas acusações da Wikimedia Foundation, notando que se encontra atualmente a trabalhar com a organização para analisar a atividades dos seus agentes de Inteligência Artificial.
“Continuaremos a partilhar informação relevante à medida que esse trabalhe progride”, pode ler-se no comunicado do porta-voz da OpenAI.
OpenAI e Anthropic investigadas por possíveis riscos para consumidores
A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre a OpenAI, Anthropic e outras empresas de inteligência artificial (IA) devido aos perigos que as suas tecnologias podem representar para os consumidores.
Nos últimos meses, os gigantes da IA e outras empresas tecnológicas divulgaram exemplos dos seus agentes de IA a irem além das instruções humanas, acedendo à internet e invadindo 'sites' externos.
Um porta-voz da FTC confirmou hoje a investigação, mas não quis fazer mais comentários.
A investigação foi inicialmente noticiada pelo New York Post, que informou que o processo já está em curso há meses, indicou a agência Associated Press (AP).
Os representantes da Anthropic e da OpenAI não responderam imediatamente às mensagens a solicitar reações.
As preocupações com os perigos que os modelos de IA poderosos podem representar para a humanidade levaram alguns dos principais desenvolvedores da área a pedir uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, indicou este mês que o setor deveria reduzir a velocidade do seu rápido desenvolvimento para permitir que as medidas de segurança acompanhassem este avanço.
Amodei alertou que, sem este abrandamento, a IA poderia, num prazo de seis a 12 meses, tornar-se capaz de comandar um enxame de agentes capaz de assumir o controlo de toda a internet.
Entretanto, a OpenAI adiou recentemente o lançamento do seu mais recente modelo, esta semana, devido a questões de segurança.
Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a assinatura de um acordo voluntário com um grande grupo de líderes de empresas de inteligência artificial, que incluirá revisões internas e externas da tecnologia.
Muitos dos executivos reunidos em Washington apelaram a uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia após vários incidentes de grande impacto em que os agentes de IA agiram de forma descontrolada.
Entre os cerca de vinte líderes presentes na reunião estavam o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e os CEO da Microsoft, Satya Nadella, da AMD, Lisa Su, da Broadcom, Hock Tan, da Palo Alto Networks, Nikesh Arora, da ServiceNow, Bill McDermott, da Micron, Sanjay Mehrotra, e da Altimeter, Brad Gerstner.
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