I Governo Regional da Madeira tomou posse há 50 anos
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O executivo foi indicado pelo Partido Popular Democrático (PPD), atualmente designado PPD/PSD, que vencera as primeiras eleições legislativas regionais com maioria absoluta, em 27 de junho de 1976, e tomou posse no Palácio de São Lourenço, no Funchal, perante o ministro da República para a Madeira, Lino Miguel.
No discurso de tomada de posse, Jaime Ornelas Camacho sublinhou que a autonomia não significava separatismo e que a região não pretendia privilégios, mas a "justa reparação de séculos de isolamento e esquecimento a que o centralismo votou o povo madeirense".
Além do presidente, o executivo era composto por seis secretários: José António Camacho, com a pasta de Planeamento, Finanças e Comércio; Gonçalo Nuno Araújo, com Equipamento Social, Transportes e Comunicações; Nélio Mendonça, com Assuntos Socais e Saúde; Manuel Alegria, com Agricultura, Indústria e Pescas; Bazenga Marques, com Trabalho; Margarida Neves da Costa, com Educação e Cultura.
O I Governo Regional da Madeira durou apenas 18 meses, até março de 1978, ano em que o então presidente da estrutura regional do PPD, Alberto João Jardim, formou e assumiu a liderança do II executivo, ainda no decurso da primeira legislatura (1976-1980).
Jaime Ornelas Camacho, que solicitara a exoneração do cargo, integrou depois o II Governo Regional, com a tutela do Equipamento Social.
A transição de governo e de liderança marcou o rumo da consolidação do regime autonómico madeirense, consagrado na Constituição da República de 1976, bem como a afirmação do domínio do PSD, que governa o arquipélago desde então, atualmente em coligação com o CDS-PP.
"A Madeira será o que os madeirenses fizerem", afirmou Alberto João Jardim na tomada de posse, em 1978, uma frase que se tornou célebre.
Não está prevista qualquer cerimónia específica para assinalar os 50 anos da tomada de posse do I Governo Regional da Madeira, mas a efeméride está integrada no programa das Comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira, que começou em 2025 e decorre até 2027, com vários eventos e iniciativas institucionais, incluindo, hoje, uma cerimónia de imposição de Insígnias Honoríficas, no Funchal.