Prefeitura Municipal de Ortigueira - PR

Guterres pede cessar-fogo em Gaza a 2 dias de aniversário da guerra

...


                    Guterres pede cessar-fogo em Gaza a 2 dias de aniversário da guerra
Guterres pede cessar-fogo em Gaza a 2 dias de aniversário da guerra (Foto: Reprodução)

"É tempo de o cessar-fogo se tornar permanente. É tempo de permitir a entrada de ajuda humanitária em grande escala. E é tempo de respeitar o direito internacional", afirmou Guterres em comunicado.

 

"Devemos construir um caminho político para uma paz duradoura em toda a região. As Nações Unidas mantêm-se firmes no seu compromisso com estes imperativos", acrescentou, apelando ainda à construção de "um futuro em que israelitas e palestinianos possam viver lado a lado em paz e segurança, com os seus direitos, dignidade e aspirações plenamente realizados".

Os ataques liderados pelo grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita, a 07 de outubro de 2023, descritos como "abomináveis" pelo secretário-geral da ONU, resultaram na morte de mais de 1.200 israelitas, a maioria dos quais civis, e fizeram 250 reféns.

A ofensiva de retaliação lançada por Israel em Gaza fez mais de 74.200 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestiniano, que está sob controlo do Hamas, mas cujos números são considerados fiáveis pela ONU.

"Lamento profundamente as mortes sofridas nos ataques e as dos que morreram em cativeiro. O seu sofrimento e a dor incontável das suas famílias nunca devem ser esquecidos", escreveu. Guterres, lembrando que, no enclave palestiniano, "os civis continuam a suportar condições intoleráveis. O seu sofrimento também exige que isto termine agora".

Desde o cessar-fogo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em outubro de 2025, que o futuro político do território permanece incerto.

Israel, que ainda controla a maior parte de Gaza, recusa-se a retirar as suas forças até que se verifique o desarmamento do Hamas.

O Hamas, por sua vez, defende um desarmamento gradual, em vez de uma cedência imediata e unilateral do seu arsenal.

Na sequência do ataque do Hamas, Israel combateu em várias frentes, principalmente no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, bem como contra o Irão.

Leia Também: Médicos Sem Fronteiras alertam que genocídio sobre Gaza dura há três anos