"Entre Tascas": A missão de Rui Unas é descobrir qual é a melhor!
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Sem grandes rodeios, em Portugal, para se comer bem, sabe-se de antemão que não há melhor local para o fazer do que numa tasca - e o programa novo de Rui Unas no canal Casa e Cozinha vem comprovar isso mesmo.
"Entre Tascas", é o nome daquele que passará a ser o serão preferido dos ´'tasqueiros' a partir do dia 7 de novembro.
Para lhe abrir já o apetite, falámos em exclusivo com o apresentador do programa, ficámos a saber o nome de alguns dos convidados e não só!
Num país onde a mesa é também um lugar de encontro, conversa e partilha, as tascas são parte da identidade portuguesa e, neste universo, feito de sabores, histórias e personagens únicas, ainda vai ficar a saber mais sobre cada região. Além disso, o sentido de humor apurado e a boa disposição andam sempre à mesa.
Já sente o cheiro a comida caseira?
Leia abaixo a entrevista para ficar a conhecer mais alguns detalhes do novo programa de Rui Unas.
Este tema é-lhe familiar ou não está na sua zona de conforto?
De facto, este tipo de conteúdo é-me natural fazer: a interação com pessoas num ambiente descontraído, com muito espaço para o improviso.
Ainda assim, encontrou algo que o tenha desafiado (em termos pessoais e profissionais)?. O quê?
O desafio aqui é sempre criar uma identidade no conteúdo que dignifique o valor e a importância destes espaços que são muito mais do que sítios onde se come. São expressões da nossa identidade enquanto país.
O que é que destaca da experiência que viveu ao longo das gravações?
Perceber que todos os espaços são diferentes, com uma "aura" que são os proprietários, ou cozinheiros, ou empregados de mesa que "farmam".
A comida obviamente é importante e são em si uma expressão da nossa cultura, mas é a relação pessoal que se cria com os clientes que as singulariza. Vai-se a uma tasca comer, não só pela comida, mas também porque nos sentimos bem lá.
Foi só comer ou também meteram as mãos na massa?
Obviamente que sim.
Quais é que foram os seus momentos preferidos?
Há 'tasqueiros', sem nenhum sentido pejorativo, antes pelo contrário, que são muito "repentistas", com uma capacidade de improviso e sentido de humor incríveis. Ri-me muito com o Vítor da Tasca da Fatinha, em Setúbal, por exemplo.
Quais é que se tornaram as suas tascas de eleição?
Calma que o programa ainda agora começou. Ainda é cedo para fazer qualquer tipo de top.
Que convidados podemos esperar? E quantos episódios?
Para já, esta temporada tem 10 episódios. Em cada programa há sempre um convidado que tem sempre algo a acrescentar sobre este universo. Uns mais inusitados que outros. Já tive um enólogo, um foodie, um decifrador de pessoas (Alexandre Monteiro), um chef de cozinha e a Fátima Lopes, para verem a diversidade.
O que mais pode adiantar do programa?
Que percebemos que há uma quantidade de espaços que merecem ser conhecidos e que posso estar a fazer este programa até 2040.
E que surpresas reserva mais ao longo do programa?
Eu diria que cada programa é uma surpresa, pelo prato que pode ser o mais tradicional possível, como pode ter um twist ou um segredo revelado.
Os convidados podem ser eles também uma surpresa porque, de repente, podemos ter um político como um fadista a conversar comigo sobre tascas numa tasca.