Eleições na Bósnia-Herzegovina decorrem com baixa participação
...
Cerca de 3,4 milhões de cidadãos estão convocados para ir às urnas renovar a cúpula estatal e as instituições do complexo mapa administrativo surgido dos Acordos de Paz de Dayton (1995), que estabeleceu um Estado descentralizado formado por uma entidade serviobósnia – A República Srspka (RS) e outra de muçulmanos e croatas (Federação da Bósnia e Herzegovina).
Os votantes elegem a Presidência tripartida central (um bósnio, um sérvio e um croata) e os 42 deputados do parlamento estatal.
Na Federação da Bósnia – Herzegovina, renova-se o parlamento e as assembleias dos 10 cantões, enquanto na RS se elege o presidente, dois vice-presidentes e os elementos da Assembleia Nacional.
A Comissão Eleitoral Central informou nas redes sociais que a afluência às urnas era de apenas 12% esta manhã, dois pontos percentuais abaixo do registado à mesma hora (11:00 locais - 09:00 TMG) nas anteriores eleições gerais, realizadas em 2022.
No entanto, a diferença poderá estar relacionada com os atrasos que afetaram cerca de 200 centros de votação na RS e 70 na Federação.
A maioria dos mais de 5.000 colégios abriu às 07:00 locais (05:00 TMG) para permitir o acesso às urnas durante 12 horas.
Fontes eleitorais atribuem as demoras a dificuldades iniciais para pôr em funcionamento scanners óticos de cédulas e leitores biométricos de impressões digitais - tecnologia que se estreia nestas eleições para prevenir a fraude -, assim como à falta de familiarização do pessoal das mesas.
Leia Também: Eleições de domingo na Bósnia-Herzegovina definem futuro na UE