"Confiamos que o orçamento tem de ser equilibrado", diz Leitão Amaro
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O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, considerou, esta sexta-feira, que o Governo tem feito de tudo para baixar os impostos aos portugueses, salientando que desde há três anos que têm vindo a descer. Apontou ainda que o rendimento líquido dos portugueses aumentou 15% desde há dois anos.
"Durante anos, sempre que ouvíamos falar de impostos em Portugal era: 'Qual é que vai aumentar agora?'. Lembramo-nos, foi a receita do governo anterior socialista, aumentava sobretudo impostos indiretos", apontou Leitão Amaro, em entrevista à RTP Notícias.
E acrescentou: "Agora, desde há três anos, cada vez que se fala em Portugal é [porque] os impostos descem".
Leitão Amaro salientou que "é por causa disso também que, para além do crescimento da economia, ao final de dois anos e meio de Governo, o rendimento líquido dos portugueses aumentou 15%". "15% de rendimento líquido depois de pagar impostos significa que é como se as pessoas tivessem mais dois salários", sublinhou.
Sobre se confia que o Orçamento do Estado para 2027 que vai ser aprovado generalidade será o mesmo que vai chegar à votação final global, o ministro notou que "isso depende do Parlamento". "Confiamos que o orçamento tem de ser equilibrado como é a proposta", disse.
"Achamos que o país não deve regressar a períodos do passado de défices, mesmo em momentos de crise. Já experimentámos a estratégia nos governos de José Sócrates de quando começa a haver alguma dificuldade começar a 'gastar à tripa-forra' e depois paga-se muito mais caro e de uma forma muito mais dolorosa. Achamos que não devemos fazer isso, devemos devolver aos portugueses tudo o que for possível", afirmou.
O governante referiu ainda que, no final de agosto, o Governo percebeu que "havia alguma margem depois de uma gestão das finanças públicas muito cuidadosa". "Não quisemos ter superavit, devolvemos em pensões e em IRS para os trabalhadores porque sabemos que estamos efetivamente a viver um momento que para alguns há dificuldades", frisou.
Protestos em Portugal?
Questionado sobre se pode haver um efeito de contágio em Portugal dos protestos que, neste momento, acontecem em França, Bélgica ou Espanha, António Leitão Amaro sublinhou que o Governo está "a fazer de tudo para que isso não aconteça".
"De facto ouvimos ainda hoje no Parlamento o apelo de alguns partidos de Esquerda para que essa situação pudesse acontecer cá. Estamos a fazer de tudo para que isso não aconteça", disse.
O ministro da Presidência salientou que Portugal está "num momento em que a economia cresce mais do que em praticamente todos os países da Europa".
Eleições? "Ninguém quer"
Durante a entrevista, Leitão Amaro frisou também que os portugueses não querem ir a eleições. "Ninguém quer ir a eleições. Tivemos eleições em 2022, em 2024, em 2025. Acho que todos os portugueses dizem: 'Deixem lá estas mulheres e homens governarem até ao fim, deixem-nos em paz de eleições por agora. Façam a sua parte e nós avaliamos no fim'".
E acrescentou: "É assim que um país maduro faz, é assim que um país estável faz. Essa estabilidade também é importante para termos a tal prosperidade e a tal segurança. Estamos a fazer a nossa parte, procuraremos sempre fazer melhor".
O governante notou ainda que, "em vários aspetos", há dias que são mais difíceis, "mas estes números do crescimento, do emprego, que são dos melhores da Europa, dão-nos esperança para que, entre isso e as reformas que estamos a fazer nas várias áreas - Educação, Saúde, Habitação -, vão produzindo mais resultados e os portugueses vivam cada vez melhor", apontou.
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