Colonos israelitas matam palestiniano a tiro numa aldeia da Cisjordânia
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O ministério identificou a vítima como Mashhur Shaher Mohamed Yassine, que morreu atingido por "tiros de colonos" naquela localidade, situada a leste da cidade de Salfit.
Uma fonte do Crescente Vermelho Palestiniano, organização federada da Cruz Vermelha, precisou posteriormente à agência noticiosa espanhola EFE que o balanço do ataque é de um morto, atingido por munições reais no abdómen, e um ferido por estilhaços.
O diretor do Hospital Governamental de Salfit, Mohamed al-Ramahi, explicou à agência oficial palestiniana Wafa que Yasssine não resistiu aos ferimentos sofridos durante o ataque.
Segundo a Wafa, colonos provenientes da quinta de Havat Anton atacaram a zona de al-Nasba, a leste de Yasuf, enquanto as forças israelitas abriram fogo real, ferindo os dois palestinianos. Várias pessoas foram detidas durante o ataque, acrescentou a agência.
As tropas israelitas bloquearam também uma ambulância na aldeia, apreenderam a chave do veículo e atiraram-na para longe, impedindo a atuação das equipas médicas, segundo a mesma fonte.
Há precisamente uma semana, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desvalorizou a violência dos colonos numa intervenção na Assembleia-Geral das Nações Unidas, argumentando na ocasião que é "uma obsessão" da comunidade internacional, uma vez que se trata apenas de "um punhado de jovens delinquentes".
Segundo o mais recente relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em que se inclui a agência da ONU para os refugiados palestinianos, entre janeiro de 2023 e agosto de 2026 ocorreram na Cisjordânia pelo menos 6.190 ataques de colonos que provocaram vítimas ou danos materiais.
Nesse período, 72 palestinianos morreram e 5.728 ficaram feridos às mãos das forças israelitas ou dos colonos.
Pelo menos 6.500 palestinianos foram deslocados das suas casas devido à ação dos colonos e às restrições de acesso – 49 comunidades foram totalmente deslocadas e 83 parcialmente –, tendo sido destruídas 88 mil árvores e danificados mais de 3.100 veículos.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.
Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.
A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.
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