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Caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias preso em nevasca na Argentina

Caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias preso em nevasca na Argentina Há mais de sete dias parado na Argentina por causa de uma nevasca, o caminhon...

Caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias preso em nevasca na Argentina
Caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias preso em nevasca na Argentina (Foto: Reprodução)

Caminhoneiro do Paraná está há mais de sete dias preso em nevasca na Argentina Há mais de sete dias parado na Argentina por causa de uma nevasca, o caminhoneiro Marcos Andrade da Costa, de 50 anos, morador de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, ainda não sabe quando conseguirá seguir viagem para o Chile. "Estou aqui há sete dias com muitos motoristas. Não sabemos quanto tempo vai demorar nem quando vamos voltar. É um desafio, mas aqui tem cidade, mercado e estrutura. Fico preocupado com meus amigos que estão em locais mais isolados, sem banheiro", relata. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsAp Marcos saiu de São Paulo com uma carga de 25 toneladas de ração de peixe. Ele atravessou a fronteira do Brasil com a Argentina em Uruguaiana e agora aguarda seguir para o Chile em Cutral Có. Ele está entre centenas de motoristas retidos à espera da reabertura da fronteira. Caminhões formam filas na vene Marcos Andrade da Costa Outros motoristas paranaenses estão há dias — e, em alguns casos, há quase um mês — parados em diferentes pontos da fronteira entre Argentina e Chile à espera da reabertura do Paso Pino Hachado e o Paso Los Libertadores, interditados por causa da neve. Sem previsão para a liberação da passagem, os caminhoneiros enfrentam longas filas e atrasos nas entregas. Caminhoneiros estão presos na fronteira entre Chile e Argentina Marcos Andrade da Costa Segundo Marcos, a expectativa entre os motoristas é de que a travessia permaneça fechada por mais alguns dias, dependendo das condições climáticas e da retirada da neve na rodovia. Leia também: 'Marechal' Rubens Paiva: erro em nome de rua no Paraná é corrigido após 30 anos Previsão do tempo: formação de ciclone deve provocar ventos acima de 90 km/h e temporais no Paraná Violência policial: Paraná registrou uma morte a cada 302 abordagens policiais em 2025 Outros paranaenses aguardam há quase um mês A situação é ainda mais longa para Fernando Schillreff, também de Foz do Iguaçu. Ele está parado a cerca de 150 quilômetros da fronteira, no lado argentino, e espera há aproximadamente 20 dias para seguir viagem ao Chile. “Estamos em Mendoza há cerca de 22 dias e a previsão que nos foi passada é que haverá uma janela na próxima segunda-feira, se o tempo continuar assim, ensolarado. Aqui tem cerca de 400 caminhões entre brasileiros e paraguaios e é um local seguro, mas aguardamos ansiosamente para que seja liberado e a gente possa seguir viagem”, contou ao g1. Apesar de estar em uma região sem neve, Fernando depende da reabertura do passo para continuar o trajeto. Outro caminhoneiro paranaense, Paulo Sutil, de Santa Terezinha de Itaipu, enfrenta a mesma situação do lado chileno da fronteira. Ele está em Los Andes, onde aguarda desde o dia 11 de julho para retornar ao Brasil. Segundo Paulo, a empresa disponibilizou um pátio com estrutura para os motoristas. Ele conseguem comprar alimentos em um mercado próximo e cozinhas de forma improvisada nos caminhões. Motoristas improvisam cozinha nos caminhões Paulo Sutil "Estou em Los Andes, no Chile. Desde o dia 11 entrei no Chile para descarregar. Quando fui carregar para voltar, o passo fechou. Aqui onde estou tem uns 12 caminhões", conta. Bloqueios por neve também afetaram caminhoneiros paranaenses em 2025 Esta não é a primeira vez que caminhoneiros paranaenses ficaram retidos por causa da neve na Cordilheira dos Andes. Em julho de 2025, dezenas de motoristas passaram mais de uma semana parados na fronteira entre Argentina e Chile após o fechamento do Paso de Jama, um dos principais corredores rodoviários entre os dois países. Na época, a rodovia foi interditada por causa do acúmulo de neve e das condições climáticas extremas. Caminhoneiros presos há mais de uma semana após nevasca são liberados para seguir viagem O caminhoneiros relataram dificuldades para conseguir alimentos, água, banheiros e locais adequados para descanso durante a espera. A passagem só foi liberada depois que as equipes conseguiram retirar a neve da pista e as condições de segurança foram restabelecidas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.