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'Bomba'. Rivais já não contam com o City na Premier League em 2027/28

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                    'Bomba'. Rivais já não contam com o City na Premier League em 2027/28
'Bomba'. Rivais já não contam com o City na Premier League em 2027/28 (Foto: Reprodução)

A estação televisiva britânica Sky Sports lança, esta terça-feira, uma autêntica 'bomba', ao noticiar que vários clubes da Premier League estão convictos de que o Manchester City vai mesmo ser despromovido, depois de ter sido considerado culpado de ter cometido 114 das 115 violações dos regulamentos financeiros de que estava acusando, num período de nove anos, entre 2009 e 2018.

 

Os rivais defendem que "o castigo deve ser adequado ao crime", pelo que estarão a fazer pressão no sentido de garantir que a equipa na qual alinham os internacionais portugueses Rúben Dias e Matheus Nunes seja exemplarmente punida, ainda que as primeiras expetativas apontem para que este processo possa vir a prolongar-se durante largos anos.

Em causa está, não só a indignação pela maneira como o 'colosso' do futebol inglês agiu, como também, claro está, um lote de interesses particulares, visto que uma eventual 'queda' ao Championship (ou pior ainda) afastaria um dos principais candidatos ao título, libertaria uma vaga de apuramento para as competições europeias e diminuiria para dois o número de despromoções, no final desta época.

Resta, agora, perceber se esta operação dará frutos. O Manchester City, recorde-se, já recorreu da sentença, e vai ser ouvido por uma Comissão Independente ainda antes do final do presente ano civil de 2026, sendo, de resto, o único clube cuja versão será tida em conta, quando chegar a hora de decidir quais serão ao certo as sanções desportivas e/ou financeiras a ser aplicadas.

Em 2023, por exemplo, a Premier League pediu uma dedução de 12 pontos ao Everton, por infringir as Regras de Lucro e Sustentabilidade, mas o 'corte' aplicado pela Comissão Independente foi de dez pontos, antes de um recurso apresentado pelo próprio clube ter levado a que o mesmo fosse reduzido para seis pontos, o que pode vir a ser tido em consideração.

Manchester City insiste que está "inocente"

O Manchester City anunciou, há menos de uma semana, que irá recorrer da sentença de culpado, num comunicado no qual manteve que não cometeu qualquer tipo de irregularidade: "Aposição firme do clube é que, a vários níveis, a opinião [da acusação] contém erros materiais, de lei, de princípio e de facto e que não é segura".

"O clube é inocente das acusações feitas pela Liga inglesa e um conjunto abrangente de provas irrefutáveis apoia as suas posições", sublinhou. Isto, apesar de a Premier League ter reunido provas em como teria negociado "acordos comerciais fraudulentos com vários dos seus patrocinadores durante o período em questão, como parte de um esquema de financiamento disfarçado".

No dito esquema, "as empresas pagavam apenas uma parte das taxas de patrocínio, enquanto o restante era financiado pelo Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), proprietário do clube". Foram, ainda, detetados "outros acordos fraudulentos, também financiados pelo ADUG, firmados para permitir que o clube registasse despesas operacionais menores do que as reais, bem como um acordo fraudulento com a Fordham, entidade que adquiriu os direitos de imagem dos jogadores do clube, também financiado pelo ADUG".

O organismo que rege o futebol profissional, em Inglaterra, concluiu, assim que esta manobra permitiu ao Manchester City: "inflacionar artificialmente as receitas do clube e reduzir os seus custos em mais de 1.000 milhões de euros durante o período afetado, para aparentar conformidade com as normas financeiras".

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