5 alimentos anti-inflamatórios que ajudam a prevenir o cancro da mama
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Apesar de não ser possível controlar todos os fatores relacionados com o cancro da mama, como é o caso do histórico familiar e da idade, por exemplo, há outros que são modificáveis, por exemplo, a alimentação.
Destaca-se então a importância de apostar em alimentos anti-inflamatórios, segundo um artigo do EatingWell.
"Uma dieta focada em vegetais, rica em alimentos anti-inflamatórios, pode ajudar a reduzir a inflamação crónica, além de fornecer fibras e nutrientes que podem atuar através de outras vias de proteção contra o cancro, ao mesmo tempo que contribui para a manutenção de um peso corporal saudável", afirma a nutricionista Kaitlin Chakos.
Tome nota de cinco alimentos anti-inflamatórios que deverá incluir na dieta.
1. Frutos vermelhos
Morangos, framboesas, mirtilos, amoras e outros frutos vermelhos são ricos em antocianinas, flavonoide responsável pela sua tonalidade intensa.
"Pesquisas recentes sobre dietas ricas em flavonoides encontraram associações entre a maior ingestão de flavonoides e o menor risco de cancro da mama", destaca a nutricionista Lisa R. Young.
As antocianinas possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que podem ajudar a combater o cancro, embora sejam necessários mais estudos para perceber, de facto, os seus efeitos.
Em estudos com células foi demonstrado que as antocianinas inibem o crescimento de células de cancro de mama triplo-negativo, por exemplo.
2. Soja
Historicamente, a soja foi temida em relação ao cancro da mama, mas estudos vieram a desmentir o mito de que era preciso evitá-la. Na verdade, o seu consumo está associado a um menor risco de cancro da mama.
A confusão reside no facto da soja conter isoflavonas, que fazem parte de um grupo de compostos vegetais chamados fitoestrogénios, que não são a mesma coisa que o estrogénio humano.
Antes, ligam-se aos receptores de estrogénio, podendo reduzir a produção desta hormona, além de suprimir a evolução do tumor e inibir o crescimento celular. As isoflavonas também possuem propriedades antioxidantes que podem ajudar a suprimir o cancro, embora sejam necessários mais estudos.
O segredo é obter soja de alimentos integrais, não de suplementos, diz Young. Leite de soja, tofu, tempeh e edamame são alguns dos exemplos.
3. Vegetais crucíferos
"Estes vegetais contêm glucosinolatos, que são convertidos durante a digestão em compostos como isotiocianatos, como o sulforafano", nota Young. "Estes compostos podem afetar a inflamação, o stress oxidativo e as vias celulares envolvidas na carcinogénese".
Também foi apurado que alteram a microbiota intestinal de uma forma que pode ser protetora contra o cancro. O segredo está em consumir uma grande variedade de frutas e vegetais em vez de se concentrar num especificamente.
4. Salmão
O salmão é rico em compostos anti-inflamatórios que podem ajudar a diminuir o risco de cancro da mama, incluindo astaxantina e ácidos graxos ómega-3.
A astaxantina confere ao salmão a sua cor rosada e, em pequenos estudos, demonstrou reduzir a inflamação e impedir o crescimento e a disseminação de células cancerígenas, embora sejam necessárias mais pesquisas em humanos.
Outros peixes gordos, como sardinha, cavala, arenque e atum, também fornecem estes nutrientes.
5. Grãos integrais
Grãos integrais oferecem diversos benefícios, sendo ricos em fibras e outros nutrientes, como vitaminas do complexo B e fitoquímicos ricos em antioxidantes.
Dietas ricas em grãos integrais e pobres em grãos refinados estão associadas a um menor risco de doenças crónicas, incluindo cancro da mama.
As fibras contribuem para um peso corporal saudável, podem reduzir a resistência à insulina e alimentam a microbiota intestinal, produzindo subprodutos anti-inflamatórios.